Autenticidade deve guiar o conteúdo digital diante da ascensão da IA, diz especialista

Livro de James McSill propõe re-humanização como estratégia para manter relevância e conexão com o público

O especialista internacional em storytelling, James McSill, lançou o livro Storytelling & Inteligência Artificial, pela DVS Editora, no qual propõe uma nova abordagem para o marketing na era dos algoritmos. A obra sugere que a re-humanização da comunicação pode ser uma resposta estratégica ao avanço da produção automatizada de conteúdo.

Referência mundial em narrativa aplicada a marcas e negócios, McSill observa que a ascensão da inteligência artificial provocou mudanças profundas. Segundo ele, textos produzidos por algoritmos são eficientes, mas tendem à padronização e à perda de originalidade. Em seu novo livro, ele analisa como profissionais da comunicação podem manter sua relevância diante desse cenário.

Conforme o autor, o marketing digital vive um ponto de inflexão. Ele avalia que estruturas tradicionais, como funis rígidos, fórmulas de lançamento e gatilhos repetitivos, perderam força diante de um público cada vez mais saturado. Em seu lugar, ganha destaque um novo critério: a autenticidade.

“A inteligência artificial deve assumir tarefas repetitivas, liberando quem escreve para se dedicar àquilo que a máquina não acessa, como intenção, sensibilidade, ritmo, metáfora e coragem narrativa”, defende McSill. Para ele, em um ambiente digital dominado por conteúdos automatizados, a emoção genuína se transforma em conexão e confiança.

A obra também apresenta propostas metodológicas para substituir antigos modelos de marketing. Entre elas, está a substituição de personas fixas por arquétipos vivos, definidos a partir de estados emocionais. McSill propõe ainda a migração dos funis lineares para ecossistemas narrativos dinâmicos, além da adoção de uma lógica de “beta contínuo”, que trata cada conteúdo como um protótipo em constante evolução.

Outro ponto central do livro é a ética narrativa. O autor alerta para os riscos de manipulações emocionais, urgências fabricadas e personalizações invasivas. Ele recomenda que as marcas adotem uma bússola editorial orientada por clareza de propósito e responsabilidade na comunicação.

Com mais de 35 livros publicados, James McSill atua como mentor de escritores, comunicadores e marcas em diversos países. Em Storytelling & Inteligência Artificial, ele propõe um caminho para preservar a voz humana em um ambiente onde quase tudo se automatiza.

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